O que fazer com o pensamento de que estamos a escapar à juventude?
Olhámo-nos ao espelho e ainda vemos a menina de 18 anos...porém é já uma menina envelhecida, sem o viço da juventude, com as cicatrizes das ilusões e desilusões próprias da vida vincadas no rosto e no corpo...E o tempo correu tão veloz! Cada ano passa mais depressa...é como se as horas fossem dias...
E o espelho ,no final de mais um dia esgotante e preenchido, devolve-nos a mulher de 36 anos que quer agarrar-se à sua juventude e a vê escoar-se como areia fina por entre os dedos: ar cansado e abatido...menina envelhecida precocemente. Os filhos, tesouro de valor incalculável, a lembrarem-lhe que a responsabilidade é pesada...Saudades de mim, de ter tempo para ouvir o silêncio, o bater do próprio coração...
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