O tempo...esse bandido que corre veloz nos momentos felizes e se arrasta como um velhinho nas tristezas e angústias da vida!
É o tempo psicológico, ou melhor, do coração...Aquele que cicatriza as feridas da vida, aquele que se escoa por entre os dedos, aquele que capturamos numa foto e ao qual voltamos sempre que assim o desejamos. E aí sim, regressamos aos momentos, felizes ou não e, conforme a distância temporal a que se encontram, sentimos uma quentura no coração, um sobressalto, um aperto...enfim o que hoje dói muito, amanhã dói menos...menos...menos...até que no lugar da dor fica a nostalgia de um dos muitos mosaicos da nossa vida...
É este tempo ue nos molda e muda, porque mudamos certamente! Todos...sem excepção: a vida, o tempo, a experiência...tudo nos vai moldando o carácter, por isso o que hoje é uma certeza amanhã pode transformar-se numa dúvida....E quem é o culpado? O tempo que por vezes faz das suas no "timing" errado...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
a idade
O que fazer com o pensamento de que estamos a escapar à juventude?
Olhámo-nos ao espelho e ainda vemos a menina de 18 anos...porém é já uma menina envelhecida, sem o viço da juventude, com as cicatrizes das ilusões e desilusões próprias da vida vincadas no rosto e no corpo...E o tempo correu tão veloz! Cada ano passa mais depressa...é como se as horas fossem dias...
E o espelho ,no final de mais um dia esgotante e preenchido, devolve-nos a mulher de 36 anos que quer agarrar-se à sua juventude e a vê escoar-se como areia fina por entre os dedos: ar cansado e abatido...menina envelhecida precocemente. Os filhos, tesouro de valor incalculável, a lembrarem-lhe que a responsabilidade é pesada...Saudades de mim, de ter tempo para ouvir o silêncio, o bater do próprio coração...
Olhámo-nos ao espelho e ainda vemos a menina de 18 anos...porém é já uma menina envelhecida, sem o viço da juventude, com as cicatrizes das ilusões e desilusões próprias da vida vincadas no rosto e no corpo...E o tempo correu tão veloz! Cada ano passa mais depressa...é como se as horas fossem dias...
E o espelho ,no final de mais um dia esgotante e preenchido, devolve-nos a mulher de 36 anos que quer agarrar-se à sua juventude e a vê escoar-se como areia fina por entre os dedos: ar cansado e abatido...menina envelhecida precocemente. Os filhos, tesouro de valor incalculável, a lembrarem-lhe que a responsabilidade é pesada...Saudades de mim, de ter tempo para ouvir o silêncio, o bater do próprio coração...
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